Brilhante e inquebrável, mas possível de se lapidar. Foi pensando nas características do diamante que Guilherme Aparecido Dantas o escolheu como amuleto, assim que começou a tatuar a pele — ele diz que, atualmente, tem 75% do corpo desenhado — e é com ele que costuma se comparar como artista, sob o codinome MC Guimê.

— Esse foi o primeiro desenho que tatuei, no pescoço. Desde que saí de casa para ganhar a vida, com 16 anos, coloquei isso na cabeça: vou ser uma joia preciosa para a minha família, um cara brilhante, aberto a aprendizados, e que não vai se deixar abalar por qualquer coisa — filosofa o artista de 23, nascido em Osasco, São Paulo.

Como se não bastasse, o diamante é também símbolo da riqueza, da ostentação, como o funk que Guimê faz. Bradando as maravilhas que o dinheiro e o sucesso proporcionam, o cantor e compositor foi, de single em single, nos últimos quatro anos, ganhando projeção nacional e no exterior. Agora, enfim, está prestes a lançar seu primeiro CD, com participações de artistas como Claudia Leitte, Negra Li, Mr. Catra, Emicida e Marcelo D2, entre outros, e intitulado “Sou filho da lua”.

— Sou muito ligado à noite, à magia dela. Desde moleque, olhava o céu para me inspirar, rimar. Foi o trabalho na noite que transformou minha vida — explica ele, que não recebeu o apoio da família quando se decidiu pela música: — Meu pai não acreditava que eu ia sobreviver do funk, mas hoje é só orgulho do que faço. Eu o ajudo financeiramente, apesar de ele querer continuar trabalhando como eletricista. Minha mãe, que saiu de casa cedo, hoje se diz minha fã. A gente se reaproximou.

Figura excêntrica e de atitude polêmica, Guimê ainda promete dar muito o que falar. Uma das faixas do novo álbum, “Não rouba minha brisa” não tem letra que faça apologia ao uso da maconha, mas a menção é inevitável. Em maio, ele foi detido por porte da droga, depois de um show em Nova Lima (MG).

— Eu não estava fazendo mal a ninguém, não tinha necessidade desse fuzuê. Mas já enterrei esse episódio desagradável. O Brasil está atrasado, a cannabis não é esse horror todo, outros países já a consideram remédio. Não uso drogas químicas. Maconha é diferente, é uma planta, vem da natureza. Faz bem para mim, não me atrapalha a viver nem a ter ética — defende.

Fogo e paixão

Desde que gravaram juntos a música “Fogo”, outra faixa de “Sou filho da Lua”, Guimê não se desgruda da funkeira Lexa.

— A música é meio romântica, rolou uma química. Ousei e quis beijar a boca dela, coisa que eu nunca tinha feito em clipe. No mesmo dia, a pedi em namoro. “Fogo” foi o nosso cupido — relembra Guimê, que se autoproclama um cara muito romântico: — Sou apaixonado por ela, faltava na minha vida amar de verdade uma mulher. Juntos, temos uma sintonia de outro mundo. Ela me fortalece, me dá ideias, me põe para frente. Sou um homem mais feliz.

O pedido de casamento já foi feito, com direito a vídeo repercutindo nas redes sociais. A bênção da sogra também já foi dada. Já a data da cerimônia, por enquanto, não é prioridade…

— Deve rolar só daqui a um ano e meio, dois… Agora tem muita coisa acontecendo profissionalmente para os dois, precisamos ter calma. Já rola a ideia de morarmos juntos (ele comprou uma mansão em Alphaville, bairro nobre de São Paulo). Brinco que vamos ter oito filhos. Vou abrir uma creche, não pode faltar dinheiro — vislumbra.

Reprodução

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